Ano após ano, Agosto é o mês mais mortal nas estradas portuguesas mas o problema vai muito além do verão.
Na última década, Portugal estagnou no número de pessoas que morrem em acidentes rodoviários. Em 2015 registaram-se 593 vítimas mortais. Em 2025, foram 589. É uma redução de 0,7%, o pior desempenho entre os países da União Europeia que conseguiram diminuir a mortalidade rodoviária no mesmo período.
Os sinais mais recentes também não são animadores. Os indicadores de sinistralidade têm vindo a agravar-se e os dados já conhecidos de 2026 apontam, para já, para mais acidentes, mais feridos graves e mais vítimas mortais.
Ao mesmo tempo, Portugal chega atrasado à implementação da nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, aprovada apenas este ano, apesar de dever estar em vigor desde 2020. O objectivo é reduzir para metade o número de mortos nas estradas até 2030, uma meta que parece cada vez mais difícil de cumprir, à luz dos números actuais.
Neste episódio do Hoje, conversamos com João Pedro Pincha, o jornalista do PÚBLICO que analisou os dados para perceber porque é que Portugal continua praticamente parado no combate à sinistralidade rodoviária, o que explica este atraso face a outros países europeus e o que está a ser feito para inverter a tendência.
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